SEM PEDIR

Pix: Banco Central monitora reclamações de cadastro sem solicitação

Há muitos relatos de clientes de fintechs sobre cadastramento automático de chaves

16/10/2020 às 12h02min
Por: Redação // NTocantins - Foto: Divulgação

O cadastro do Pix teve início no dia 5 de outubro e nos últimos dias clientes vêm relatando que algumas instituições financeiras estão fazendo o cadastro das chaves Pix sem pedir a autorização do cliente.

No Twitter, vários usuários compartilharam posts nos últimas dias sobre situações semelhantes. Eles dizem que a instituição cadastrou uma das chaves Pix, que pode ser o CPF/CNPJ, celular, e-mail ou chave aleatória, sem o seu consentimento e falam que só se deram conta disso tentar cadastrar essa mesma chave em outro banco.

As instituições financeiras mais citadas foram o Nubank e o Mercado Pago. Em alguns casos, os usuários comentam que também tiveram dificuldade para excluir a chave cadastrada.

No site do ReclameAqui também há reclamações sobre as chaves Pix e relatos sobre a dificuldade no cancelamento do cadastro nas instituições citadas.

“[Mercado Pago] Cadastrou meu CPF no Pix sem minha autorização, e agora não dá para excluir. Sempre aparece mensagem de erro”, disse um usuário. Outro afirmou: “Gostaria de saber como o Mercado Pago registrou minha chave PIX sem o meu consentimento. Não autorizei o cadastramento da chave e nem fiz nenhum pré-cadastro. Estou tentando excluir meu CPF como chave e não estou conseguindo”.

Nesta quarta-feira (14), o BC divulgou a lista das instituições com mais chaves cadastradas e justamente o Nubank e Mercado Pago ficaram com as primeiras duas posições. Os grandes bancos do país, como Bradesco, Itaú e Santander, que têm milhões de clientes a mais que as duas fintechs, não tiveram um desempenho tão relevante quanto as concorrentes digitais na captação de clientes.

Apesar dos relatos de cadastros compulsórios feitos por clientes, especialistas acreditam que o sucesso das fintechs com o Pix se deve à abordagem mais incisiva, inclusive com sorteios em dinheiro, e ao maior apelo dessas instituições junto a pequenos empresários, que terão menos custos operacionais ao aderir ao novo sistema.


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