DÍVIDAS DO CONSUMIDOR

Palmas registra aumento no índice de endividamento

Já no cenário nacional, houve queda na inadimplência durante setembro

14/10/2020 às 18h28min
Por: Redação/NTocantins - Foto: Djavan Barbosa

Um levantamento divulgado pela Fecomércio Tocantins, nesta quarta-feira (14), mostra que o índice de endividamento de Palmas registrou um aumento de 1,1% só no mês de setembro. Além disso, dentre os entrevistados, 69,8% afirmam estar endividados, 14,2% se dizem inadimplentes e 0,7% declara que não tem condições de quitar seus débitos.

Já no cenário nacional, analisado pela PEIC (pesquisa que mede o endividamento e inadimplência do consumidor), o cenário é diferente. Depois de registrar três altas consecutivas, houve queda no índice durante setembro.

O levantamento feito em todo o Brasil revela que o número de pessoas com dívidas em cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal e prestação de carro e de casa revelou teve queda de -0,3 ponto percentual, com relação a agosto. O índice, que havia alcançado o maior percentual da série histórica no mês passado, chegou a 67,2%.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, a primeira queda no endividamento das famílias desde maio está atrelada à recuperação econômica do Brasil. “Indicadores recentes têm mostrado que a recuperação gradual da economia para os próximos dois trimestres está mais robusta do que as estimativas indicavam”, ressalta Tadros.

O ranking das principais dívidas continua liderado pelo cartão de crédito (81,2%), seguido pelos financiamentos de automóveis (23,9%) e imóveis (19,4%).

Outro dado obtido na pesquisa é que 45,8% dos entrevistados afiram ter contas em atraso por um período de até 30 dias. A média geral é de 43,5 dias. Já com relação ao tempo de comprometimento com a dívida, 42,9% afirmaram ter dívidas por mais de 1 ano, o que correspondeu a uma média de 7,9 meses. Já sobre o comprometimento da renda familiar com dívidas, 73,6% gastam entre 11 e 50% de sua renda com dívidas, sendo que a média para este item ficou em 33,1%.

(Com dados da Fecomércio Tocantins)

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