Política com Luiz Armando Costa

Governo reduz despesas mas aumenta receitas e inadimplência na mesma medida

Luiz Armando Costa
01/10/2020 às 08h50min

Há dois pontos no balanço do segundo quadrimestre publicado ontem pelo governo.

No primeiro, uma obviedade: o governo reduziu sim os gastos com pessoal em R$ 258 milhões entre maio e agosto. Da mesma forma como aumentou as receitas em R$R 376 milhões. 

Ou seja, o enquadramento em 42,17% não se deu apenas pela receita corrente líquida (artifício muito utilizado por governadores), mas por cortes. E isto é positivo.

Para se ter uma idéia, o último índice parecido se deu há 18 anos. Quando Siqueira Campos fechou o exercício de 2002 em 41,90%. Entregando isto a Marcelo Miranda que já em 2003 iniciou o processo de subida dos gastos.

Agora,o negativo: o governo elevou as receitas (teve excesso de arrecadação e superávit financeiro de R$ 404 milhões), ainda assim aumentou também o valor da dívida que não paga a fornecedores e prestadores de serviço, que saltou de R$ 415 milhões (abril) para os atuais R$ 521 milhões.

Não pagou, deduz-se, por que não teve a vontade política para tal.