Política com Luiz Armando Costa

Estado volta a registrar pior índice de isolamento e 2ª maior contaminação

Luiz Armando Costa
18/11/2020 às 07h42min

No temível mapa do Jornal Nacional o Tocantins era dado como elevando o número de mortos na Covid-19. O Estado segue a tendência da Europa e que já se espalha no país: aumento do número casos e óbitos proporcional (e imediatamente consequente) à liberação de bares, clubes e comércio de forma geral. O Estado já deve estar de posse de projeções preocupantes o que justificaria, em tese, o chamado de coletiva de imprensa da Saúde na segunda a pretexto de demarcar (ou celebrar) os oito meses de Covid-19 como se isto fosse algo a se destacar.

Com efeito, o Tocantins ontem registrava a menor taxa de isolamento social do país: 33,4%. Só perdia na irresponsabilidade para Goiás com 34,3% de distanciamento social. Resultado: carregava ontem o segundo maior coeficiente de incidência do país com 4.982,2 contaminados/100 mil habitantes (atrás apenas do Amapá/6.548,4/100 mil). E muito acima dos 2.813,2/100 mil registrados no país. 

Nos óbitos, a situação não era tão boa assim como apregoa a Secretaria de Saúde. O Estado ocupava ontem a 18ª posição (dentre as 27 unidades federativas) com maior coeficiente de óbitos com 72,5/100 mil. Isto concede ao governo a licença para dizer que estivesse dentre as de menor coeficiente de mortos,a 9ª colocação, observando a lista de cabeça para baixo. Não deixa de ser um ponto positivo.

Por gravidade e inércia (que o poder  público negligenciou lá em março) tudo indica que estaria próximo, também no Estado, a segunda onda da Covid. Vai encontrar governos mais preparados (com mais UTIs e leitos clínicos). E mais gente embalada pela propaganda da redução de casos o que é também preocupante. Um fato. De 10 a 17 de novembro, o Estado registrou menos casos (1.581) do que de 10 a 17 de outubro (2.032). E menos mortes: 26 (mesmo período de novembro) contra 33 (outubro).

De agosto até aqui, os casos mensais passaram de 23.877 (agosto) para 10.888 (setembro) e 5.793 (novembro). Já os óbitos mensais siaram de 324 (agosto), para 202 (setembro) e 99 óbitos em outubro. Um desempenho que pode desgringolar com o afrouxamento do isolamento social.